16 outubro 2009
RENUNCIANDO AO EU-EGO

Do ponto de vista do Dharma, nós somos essencialmente a própria liberdade. Nós já somos liberados, um corpo completamente livre. Mas do ponto de vista do eu-ego, não é nada assim. Todos os tipos de restrições surgem por conta do eu-ego. Continuemos com o texto.
"Contudo, o fato é que se houver a menor diferença desde o começo, entre você e o caminho, o resultado será uma separação maior ainda que aquela entre o céu e a terra".
Se o eu-ego for percebido mesmo no menor detalhe, quanto mais vocês praticarem, mais vocês se afastarão do Caminho, do Dharma e do Zen. Vocês se distanciarão cada vez mais das coisas.
"Se surgir o menor pensamento dualista, perderás tua mente de Buda".
ou
"Se o menor gostar ou não gostar surge, a mente se perde em confusão".
ou
"Se o menor gostar ou não gostar surge, a mente se perde em confusão".
Porque não sabemos que o caminho é essencialmente um, ficamos aborrecidos quando não gostamos de algo e mergulhamos em desejos quando gostamos de algo. Daí a expressão “se o menor gostar ou não gostar surge” (pensamento dualista).
“A mente se perde em confusão” (“perderás tua mente de Buda”) refere-se a perda e ganho ou amor e ódio, isto e aquilo, bom e mau. Isto significa ver uma coisa como duas. Estas duas coisas colidem e caem no reino dos demônios lutadores, ou asuras. Chega ao ponto em que duvidamos até mesmo do significado de nossa existência como seres humanos. Isto acontece porque não esclarecemos a natureza de nossa mente real, de nosso Eu verdadeiro, ou da Verdade. Como se diz frequentemente, a ilusão consiste em ver uma coisa como duas. É o sofrimento de dividir e comparar. Iluminação significa realizar que enquanto as coisas estão separadas, essencialmente tudo é um.
Deste ponto em diante no Fukanzazengi, Dogen escreve sobre várias precauções que se deve tomar no que diz respeito ao caminho da prática. Ele assim procede para corrigir os erros que surgem na prática de tal forma que possamos nos mover na direção correta. De qualquer modo, o objetivo primário é esquecer o eu-ego.
Todo o dia recitamos os “Quatro votos do Bodhisattva”. O primeiro voto é conduzir todos os seres do lado da ilusão para o lado da iluminação. A fim de conseguir isto, o segundo voto é eliminar todas as paixões ilusórias, por mais que inexauríveis. O terceiro voto é estudar todos os ensinamentos do Dharma, por mais numerosos que sejam. São os ensinamentos do Buda Xaquiamuni, os chamados 84.000 portões do Dharma. Finalmente, fazemos o voto de alcançar o intransponível Caminho do Buda. Este é o voto que fazemos para esclarecer o Caminho, em outras palavras, o esforço que prometemos fazer para compreender o Eu verdadeiro.
Recitamos esses versos de novo e de novo para que nossa prática não se encerre simplesmente na nossa auto-satisfação.
(1ª e 2ª partes do 2º Comentário de Harada sobre o Fukanzazengi)
08 outubro 2009
Se partires um dia rumo a Ítaca,
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.
(Konstantin Kafavis, trad. José Paulo Paes)
06 outubro 2009
VOCÊ JÁ ESTÁ NO CAMINHO

“O caminho está completamente presente exatamente onde estás,
Então do que adianta a prática?”
Então do que adianta a prática?”
“Exatamente onde estás” é aqui, exatamente agora. Agora. Agora. Agora. Isto quer dizer residindo pacificamente aqui exatamente agora. Não é bom procurar o Caminho em outro lugar que não aquele onde se está exatamente agora. Uma vez que o Caminho está sempre exatamente aqui, essencialmente não há necessidade de shikantaza, prática de koans, ou de acompanhar a respiração. Resumindo uma vez mais, “exatamente aqui”, também pode ser expresso de outras maneiras, tais como “pacificamente habitando dentro da lei da causalidade”. De outro modo não há caminho para a prática. Se vocês podem viver desta forma, então não há necessidade de dar nem mesmo um passo na direção da prática.
Esta passagem é sobre a condição exatamente agora e a condição da prática. Essas palavras foram escritas a partir da perspectiva de alguém que alcançou o Dharma. Do ponto de vista do Dharma, não há dúvida de que é este caminho. Mas não é assim para as pessoas. A despeito do quanto saibam, as paixões ilusórias (cobiça, raiva e ignorância) ou a iluminação sempre lhes acompanham. Consequentemente, o estado real da suas vidas será de sofrimento.
Os seres humanos experimentam uma ampla gama de estados emocionais e racionais, incluindo alegria, raiva, tristeza, compreensão e não compreensão. Todos são parte do Dharma ou Caminho. Nós podemos livremente sentir essas coisas, livremente pensar essas coisas. Que outra liberdade além desta estariam procurando? Eu realmente gostaria que vocês acreditassem que, nas nossas condições atuais, nós estamos dotados do Dharma, neste caminho.
Durante os quarenta e nove anos que o Buda Xaquiamuni expôs o Dharma, ele nunca disse, “Acreditem em mim”. Diferentemente, ele sempre disse, “Acreditem no Dharma. Acreditem em vocês mesmos”. Isto é algo em que vocês devem acreditar resolutamente. Se não o fizerem, sua prática não será clara. Porque vocês não podem acreditar completamente que a prática do Zen é o estudo de si mesmo, é que vocês começam a procurar o Dharma no raciocínio ou nos ensinamentos de Budismo. Ou procurar em outro lugar e sair correndo para a direção oposta. Esta parece ser a sua condição atual.
A prática do Amida Butsu, ou Amithaba, é disseminada no Japão. Eu acho que muitos de vocês sabem que ela envolve a recitação de “Namu Amida Butsu” enquanto se faz uma prostração. No Zen Budismo, uma pessoa que recita “Namu Amida Butsu” já é Amida Butsu. O objeto em direção ao qual as pessoas se prostram, principalmente Amida Butsu, e a pessoa que está fazendo a prostração são uma coisa só.
Esta parte agora é muito importante. Quando você resolveu acreditar, não é bom que a crença permaneça. Acreditar quer dizer que há alguém (“você”) que está acreditando. Em outras palavras, quando se acredita em algo verdadeiramente, a crença deve desaparecer. Eu gostaria que vocês compreendessem claramente que devem abandonar aquilo em que estão acreditando. A condição da crença pura é absoluta. É uma condição onde dúvidas e crença, num sentido dualístico, desapareceram. Crença e dúvida, crença e descrença são, ao fim, as ideias de pessoas. A condição onde crença e dúvida desapareceram é o que chamamos de “Dharma” ou “Caminho” ou “agora”.
Há uma metáfora que ilustra o quão isto é difícil. É comparável à imensa improbabilidade de, tendo uma agulha caído no fundo do mar, um fio de seda que caia do céu passe pelo buraco daquela agulha.
Esta passagem é sobre a condição exatamente agora e a condição da prática. Essas palavras foram escritas a partir da perspectiva de alguém que alcançou o Dharma. Do ponto de vista do Dharma, não há dúvida de que é este caminho. Mas não é assim para as pessoas. A despeito do quanto saibam, as paixões ilusórias (cobiça, raiva e ignorância) ou a iluminação sempre lhes acompanham. Consequentemente, o estado real da suas vidas será de sofrimento.
Os seres humanos experimentam uma ampla gama de estados emocionais e racionais, incluindo alegria, raiva, tristeza, compreensão e não compreensão. Todos são parte do Dharma ou Caminho. Nós podemos livremente sentir essas coisas, livremente pensar essas coisas. Que outra liberdade além desta estariam procurando? Eu realmente gostaria que vocês acreditassem que, nas nossas condições atuais, nós estamos dotados do Dharma, neste caminho.
Durante os quarenta e nove anos que o Buda Xaquiamuni expôs o Dharma, ele nunca disse, “Acreditem em mim”. Diferentemente, ele sempre disse, “Acreditem no Dharma. Acreditem em vocês mesmos”. Isto é algo em que vocês devem acreditar resolutamente. Se não o fizerem, sua prática não será clara. Porque vocês não podem acreditar completamente que a prática do Zen é o estudo de si mesmo, é que vocês começam a procurar o Dharma no raciocínio ou nos ensinamentos de Budismo. Ou procurar em outro lugar e sair correndo para a direção oposta. Esta parece ser a sua condição atual.
A prática do Amida Butsu, ou Amithaba, é disseminada no Japão. Eu acho que muitos de vocês sabem que ela envolve a recitação de “Namu Amida Butsu” enquanto se faz uma prostração. No Zen Budismo, uma pessoa que recita “Namu Amida Butsu” já é Amida Butsu. O objeto em direção ao qual as pessoas se prostram, principalmente Amida Butsu, e a pessoa que está fazendo a prostração são uma coisa só.
Esta parte agora é muito importante. Quando você resolveu acreditar, não é bom que a crença permaneça. Acreditar quer dizer que há alguém (“você”) que está acreditando. Em outras palavras, quando se acredita em algo verdadeiramente, a crença deve desaparecer. Eu gostaria que vocês compreendessem claramente que devem abandonar aquilo em que estão acreditando. A condição da crença pura é absoluta. É uma condição onde dúvidas e crença, num sentido dualístico, desapareceram. Crença e dúvida, crença e descrença são, ao fim, as ideias de pessoas. A condição onde crença e dúvida desapareceram é o que chamamos de “Dharma” ou “Caminho” ou “agora”.
Há uma metáfora que ilustra o quão isto é difícil. É comparável à imensa improbabilidade de, tendo uma agulha caído no fundo do mar, um fio de seda que caia do céu passe pelo buraco daquela agulha.
(6ª e última parte do 1º Comentário de Harada sobre o Fukanzazengi)
30 setembro 2009
Todos os fenômenos do mundo que percebemos e observamos são o Dharma e o próprio Caminho. Isto é “o corpo completo da realidade”. Naturalmente, isto quer dizer que não há a menor possibilidade de que poeira suja, como as paixões ilusórias ou a iluminação, ilusão ou realização, possa entrar.
“Quem pode crer em algum meio de limpá-lo?”
Como não há pó ou sujeira, então não há qualquer necessidade de limpeza. Neste ponto eu gostaria de relatar a anedota envolvendo Daiman Konin, o Quinto Patriarca na China depois de Bodhidharma.
A fim de escolher seu sucessor, Daiman Konin arranjou uma maneira de testar os monges quanto ao verdadeiro Eu. Inicialmente, um monge chamado Jinshu deu a seguinte resposta: “Nossa condição é como um espelho. Devemos sempre limpá-lo, de outro modo naturalmente ficará turvo. Constantemente se esforcem para mantê-lo limpo; nunca o deixem que se encha de poeira”.
Em resposta a isto, Daikan Eno, outro monge que praticava com Daiman Konin, escreveu: “Essencialmente nada há. Onde podem a poeira e a sujeira se acumular?” “Essencialmente nada há” significa que fundamentalmente todas as coisas surgem por conta da lei da causação e consequentemente não têm substância. Como não há substância, poeira e sujeira – em outras palavras, as paixões ilusórias e a iluminação – não podem se acumular em lugar algum. Esta foi a maneira que ele respondeu à questão. Eu creio que está claro para todos vocês quem passou no teste. Naturalmente, foi Daikan Eno, conhecido como Huineng em chinês.
Entretanto, se não tivéssemos escutado os ensinamentos budistas e fôssemos pensar na prática no sentido comumente aceito, teria sido mais fácil aceitar a resposta de Jinshu, “Constantemente se esforcem para mantê-lo limpo; nunca o deixem que se encha de poeira”. Esta parece ser a maneira correta de praticar, mas é completamente equivocada. Esses dois pontos de vista estão tão separados como o céu e a terra.
A fim de escolher seu sucessor, Daiman Konin arranjou uma maneira de testar os monges quanto ao verdadeiro Eu. Inicialmente, um monge chamado Jinshu deu a seguinte resposta: “Nossa condição é como um espelho. Devemos sempre limpá-lo, de outro modo naturalmente ficará turvo. Constantemente se esforcem para mantê-lo limpo; nunca o deixem que se encha de poeira”.
Em resposta a isto, Daikan Eno, outro monge que praticava com Daiman Konin, escreveu: “Essencialmente nada há. Onde podem a poeira e a sujeira se acumular?” “Essencialmente nada há” significa que fundamentalmente todas as coisas surgem por conta da lei da causação e consequentemente não têm substância. Como não há substância, poeira e sujeira – em outras palavras, as paixões ilusórias e a iluminação – não podem se acumular em lugar algum. Esta foi a maneira que ele respondeu à questão. Eu creio que está claro para todos vocês quem passou no teste. Naturalmente, foi Daikan Eno, conhecido como Huineng em chinês.
Entretanto, se não tivéssemos escutado os ensinamentos budistas e fôssemos pensar na prática no sentido comumente aceito, teria sido mais fácil aceitar a resposta de Jinshu, “Constantemente se esforcem para mantê-lo limpo; nunca o deixem que se encha de poeira”. Esta parece ser a maneira correta de praticar, mas é completamente equivocada. Esses dois pontos de vista estão tão separados como o céu e a terra.
(4ª e 5ª partes do 1º Comentário de Harada sobre o Fukanzazengi)
29 setembro 2009
28 setembro 2009
26 setembro 2009
VOCÊ JÁ ESTÁ NO CAMINHO
O ensinamento supremo é livre,
então porque deveríamos estudar os meios de atingi-lo?
então porque deveríamos estudar os meios de atingi-lo?
O ensinamento supremo, o veículo do Dharma, é o meio de dar vida e utilizar o Caminho. Como ele é utilizado? Você pode imaginá-lo como um barco no qual todas as coisas são carregadas para a outra margem. “Porque deveríamos estudar os meios para atingi-lo?” Esta é a maneira de esquecer a si mesmo (“eu”) sendo sinceramente cada coisa. É isto propriamente tudo que é necessário. Porque, então, é preciso gastar tempo concentrando na prática?
Às vezes falo do zazen do corpo, fala e pensamento. Zazen do corpo é a forma de zazen quando estamos sentando. É a condição do zazen samadhi. Samadhi da prática até o ponto em que não há a menor margem para a entrada do pensamento. Zazen da fala são os sutras que recitamos pela manhã – basta recitar o Sutra do Coração e os Quatros Votos do Bodhisatava”. Zazen do pensamento inclui idéias misturadas e outros pensamentos tais como fazer planos. Zazen do corpo, fala e pensamento, todos ocorrem separadamente da consciência do eu-ego. O veículo do Dharma funciona ativamente desta forma.
Às vezes falo do zazen do corpo, fala e pensamento. Zazen do corpo é a forma de zazen quando estamos sentando. É a condição do zazen samadhi. Samadhi da prática até o ponto em que não há a menor margem para a entrada do pensamento. Zazen da fala são os sutras que recitamos pela manhã – basta recitar o Sutra do Coração e os Quatros Votos do Bodhisatava”. Zazen do pensamento inclui idéias misturadas e outros pensamentos tais como fazer planos. Zazen do corpo, fala e pensamento, todos ocorrem separadamente da consciência do eu-ego. O veículo do Dharma funciona ativamente desta forma.
(3ª parte do 1º Comentário de Harada sobre o Fukanzazengi)
06 setembro 2009
05 setembro 2009
VOCÊ JÁ ESTÁ NO CAMINHO
Torna-se desnecessário distinguir entre “prática” e “iluminação.”
Nós já estamos no meio do caminho. Nós já estamos no meio da Verdade. Não há necessidade, então, de qualquer meio ou procedimento para a prática ou libertação, para a iluminação ou kensho. Estas coisas são todas completamente desnecessárias. Basta deixar as coisas como elas são, esquecendo o eu-ego, que é o objetivo, o objetivo final da prática.
Uma coisa que eu gostaria de adverti-los é que acabo de enunciar uma explicação do ponto de vista do Dharma, de como é dentro do Dharma. Mas não é tão fácil do ponto de vista dos seres humanos. Vocês estão fazendo um grande esforço e sofrendo dores consideráveis porque não estão livres do eu-ego. O ego-consciência de si é extremamente tenaz nessa maneira. Eu gostaria de adverti-los de novo e de novo para que não escutem apenas a explicação de como ele é sob a telha do Dharma. Por favor, não aceitem simplesmente uma explicação dele.
Uma coisa que eu gostaria de adverti-los é que acabo de enunciar uma explicação do ponto de vista do Dharma, de como é dentro do Dharma. Mas não é tão fácil do ponto de vista dos seres humanos. Vocês estão fazendo um grande esforço e sofrendo dores consideráveis porque não estão livres do eu-ego. O ego-consciência de si é extremamente tenaz nessa maneira. Eu gostaria de adverti-los de novo e de novo para que não escutem apenas a explicação de como ele é sob a telha do Dharma. Por favor, não aceitem simplesmente uma explicação dele.
(2ª parte do 1º Comentário de Harada sobre o Fukanzazengi)
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