09 novembro 2014

Samsara e Nirvana

Não há a menor diferença entre Samsara e Nirvana. Não há a menor diferença entre Nirvana e Samsara.

Qualquer que seja o fim do Nirvana, isso é o fim do Samsara. Não há sequer uma leve distinção entre os dois.
(Nagarjuna, Investigação do NirvanaMulamadhyamakakarika (25-18-19), a partir de tradução para o inglês de Batchelor, disponível em http://www.stephenbatchelor.org/index.php/en/verses-from-the-center)

Krishna e Arjuna antes da batalha de Kurukshetra


O consagrado diretor Peter Brook e o grande dramaturgo Jean-Claude Carriére dão vida ao principal épico religioso da civilização indiana, o Mahabharata ("A Grande História dos Bharatas", em tradução literal), que narra a guerra ocorrida há mais de 5.000 anos entre Pandavas e Kauravas, duas famílias com laços de parentesco muito próximos, pela posse de um reino no norte da Índia. Os momentos que antecedem o confronto final, conhecido como Batalha de Kurukshetra, compõem o trecho mais famoso do poema, conhecido como Bhagavad Gita ("Canção do Divino Mestre"). No decorrer da narrativa são apresentadas lendas e personagens da mitologia hindu, noções filosóficas, como a busca da iluminação, o karma e o dharma, e a proposta ética de um correto modo de vida.

A parte aqui apresentada é o diálogo entre Khrisna e Arjuna logo antes do início da batalha. No poema, esse é o trecho conhecido como Bhagavad Gita.

21 setembro 2014

O corpo e mente de Buda (segundo Hongji)


O Dharmakaya

Quando uma flor cai, é outono.
Onde não há romance é o mais romântico.
O homem de madeira dá o passo para trás e o cordão de ouro é
cortado.
Claramente não há nenhuma oportunidade para arrastar o boi de ferro. 



O Nirmanakaya

Lançados os dados sobre a mesa eu confio que a minha sorte vai prevalecer.
O vento sopra e a relva se curva, lua crescente no céu claro.
Bloqueando a rua, obstruindo a pista, este ridículo saco de pele.
Quando poderia Maitreya nunca mais aparecer?

23 agosto 2014

Macieira



Não vês que a macieira floresce
para morrer na maçã?
(Neruda)

27 julho 2014

Nascimento e morte



Pergunta 10: Disse um mestre:
“Não lastimeis nascimento e morte. Há um modo imediato de ser livre do nascimento e da morte, a saber, conhecer o princípio de que a natureza da mente é permanente.  Isto significa que, porque este corpo já está no nascimento, é levado para a morte, mas a mente-natureza não perecerá. Deveis reconhecer que tendes em vosso corpo a mente-natureza, que não é afetada por nascimento e morte. Esta é natureza inerente. O corpo é uma forma temporária;  morre aqui e nasce ali, e não é fixo. A mente é permanente: não muda através do passado, futuro ou presente.  Entender isto é ser livre de nascimento e morte. Aqueles que reconhecem este princípio acabam com nascimento e morte para sempre. Assim, quando vosso corpo termina, entrais no oceano da Natureza. Quando fluís para dentro do oceano da natureza, atingis uma maravilhosa virtude, assim como todos os tathagatas. Mesmo que vos assegureis disto agora, porque vosso corpo é o resultado das ações deludidas das vidas passadas, não sois como todos àqueles que não reconhecem este princípio estarão no domínio do nascimento e da morte para sempre. Por conseguinte, deveis vos apressar a entender que a mente-natureza é permanente. Se simplesmente passardes toda a vossa vida sentados ociosamente, o que podereis esperar”.
Pergunta: Uma afirmação como esta está de acordo com a senda de todos os Budas e ancestres?

Resposta: A visão que mencionasses não é, de modo algum, o ensinamento de Buda, mas sim a visão do herético Senika. Ele disse: Há uma alma no corpo e esta alma, ao encontrar condições, reconhece o bem e o mal, o certo e o errado. Discernir o padecer e o coçar, conhecer a dor e o prazer também é capacidade desta alma. No entanto, quando o corpo é destruído, a alma sai e nasce em outro mundo. Assim, parece estar morta aqui, mas como há nascimento em outro lugar é permanente, sem morte.

Seguir este ponto de vista e considerá-lo ensinamento de Buda é mais tolo do que agarrar uma telha ou uma pedra e considerá-la ouro. Uma ignorância vergonhosa como essa não pode ser comparada a nada. O Professor Nacional Huizhong, da Grande Tang, criticou profundamente isto. Aceitar o ponto de vista errado de que a mente é permanente e que a forma perece, considerando isto igual ao inconcebível ensinamento de todos os Budas, ou criar as causas de nascimento e morte, desejando-se separado de nascimento e morte - não é tolice? É profundamente lamentável! Entendei isso apenas como o ponto de vista errado dos hereges e não deis ouvidos a isso.

Não posso deixar de ser compreensivo; deixai-me resgatar-vos de vossa visão errada. Deveis saber que no darma-de-buda sempre foi dito que corpo e mente são não-separados, natureza e características não são dois. Isto era conhecido tanto na Índia quanto na China.

Desse modo, não há nenhum lugar para o equívoco. Na realidade, o ensinamento sobre a permanência diz que todas as coisas são permanentes, sem dividir corpo e mente. O ensinamento sobre a cessação diz que todas as coisas cessam, sem separar natureza e características. Como podeis dizer que o corpo perece, mas a mente é eterna? Não é contra o autêntico princípio? Não apenas isso, deveis entender que nascimento-e-morte é, em si mesmo, o nirvana. O nirvana não se explica fora de nascimento-e-morte. Mesmo que entendais que a mente é eterna, separada do corpo, e suponhais equivocadamente que a sabedoria de Buda está separada de nascimento-e-morte, esta mente do entendimento ou do reconhecimento ainda nasce e perece e não é permanente. Não será efêmera?

Deveis saber que o ensinamento de que corpo e mente são um está sempre sendo explicado no darma-de-buda. Então, como pode a mente sozinha deixar o corpo e não cessar, quando cessa o corpo? Se corpo e mente às vezes são não-separados e não não-separados algumas outras vezes, o ensinamento de Buda seria falso. Ademais, pensar que nascimento-e-morte deve ser rejeitado é o equívoco de ignorar o darma-de-buda. Deveis vos abster disso.

Deveis saber que o chamado "portão do darma de toda a realidade da mente-natureza", no darma-de-buda, inclui o mundo fenomenal inteiro, sem separar a natureza das características ou o nascimento da morte. Nada, nem mesmo o bodi ou o nirvana, estão fora da mente-natureza. Todas as coisas e todos os fenômenos são somente uma mente – nada está excluído ou não-relacionado. Ensina-se que todos os portões do darma são igualmente uma mente, e não há nenhuma diferenciação. E assim que os budistas entendem a mente-natureza. Como podeis diferenciar isso em corpo e mente e separar nascimento-e-morte de nirvana? Vós já sois o filho de Buda. Não deis ouvido às línguas dos homens loucos, que citam visões heréticas.
Dogen. Sobre o empenho do caminho (Bendo-wa). In: A lua numa gota de orvalho. São Paulo: Siciliano, p. 166-168, 1993.

O grito do corvo de Ikkyu


ninguém compreende o meu não não
Zen Zen
nem mesmo aquele sombrio e estridente
grito do corvo sacou

13 julho 2014

O raio e a oferta - dois poemas de Ikkyu


Como o orvalho efêmero,
a aparição súbita,
ou o lampejo fugaz do raio
- mal aparece, já sumiu -
assim somos todos nós.


Queria oferecer
Algo pra você.
Mas no zen
Não temos.

11 maio 2014

A prática


Na grande estrada dos Budas ancestrais, 
há sempre prática insuperável, contínua e sustentada. 
É o círculo do caminho e nunca é cortado. 
Entre aspiração, a prática, a iluminação e nirvana, 
não há brecha de um momento; 
a prática contínua é o círculo do caminho. 
Sendo assim, a prática contínua é imaculada, 
não é forçada por você ou por outros. 
O poder desta prática contínua confirma a ti e aos outros. 
Isso significa que a tua prática afeta toda a terra 
e todo o céu nas dez direções. 
Apesar de não ser notado por outras pessoas ou por ti mesmo, é assim.
(Dogen)

13 abril 2014

O que é Zen (5, final): Prática diária, preceitos, sentando com outros



A prática diária: Seja constante

O período de zazen que estamos recomendando é de 20 minutos. Você pode achar que vai querer fazer mais, ou menos, tudo bem. O que importa é a constância. Para manter a sua prática constante, lembre-se do que o famoso anúncio da Nike diz: "Apenas faça!" Não se preocupe com a tentativa de chegar a algum lugar ou estado de espírito. O zazen de cada dia será um pouco diferente, assim como o resto de sua vida. Praticamos firmeza na nossa meditação diária, estejamos alertas, sonolentos ou focados, simplesmente praticamos todos os dias, com pontos altos e pontos baixos. Quando fizermos uma misturada na nossa cabeça, apenas dizemos: " Ok, de volta à minha almofada!” Quando estivermos sentados, podemos nos dar conta que estamos em outro lugar. Naquele instante, respiremos fundo e reconheçamos que, naquele momento de realização, voltamos para o agora. Como diz um antigo manual de meditação, assim que nos dermos conta de um pensamento, ele vai desaparecer! Quando estamos pensando em uma coisa, ficamos perdidos nela, perdidos no pensamento sobre "x". Mas quando nos tornamos conscientes de nosso pensamento, então ele passa para um plano secundário. O pensamento real de "x" se vai, e há apenas consciência dele ou começamos um novo pensamento com base nessa percepção. De qualquer forma, o pensamento original se foi. Se praticarmos diariamente, logo seremos capazes de ficar mais vezes nesse espaço de consciência pura, sem um objeto. Apenas respirando, apenas estando presente: chamamos isso de estarmos naturalmente unificados.

Zazen é uma forma que nos permite praticar a não forma do vazio sem limites. A liberdade que se coloca à nossa disposição através da forma é um dos grandes paradoxos da vida. Quando nos organizamos e criamos uma estrutura, também criamos os meios para nos livrarmos da estrutura. A forma nos ajuda organizando e direcionando nossas energias. Mas podemos viver nossa forma com ânimo leve, com respeito e apreço por seus dons. Essa disciplina sutil – que sedimenta, unifica, deixa – se fluir, é chamada de o portão do dharma da paz e alegria .

Além do zazen e das reverências, há outros aspectos da prática Zen que nos ajudam no caminho. Um deles é a criação de um altar em casa, o que incentiva a renovação do respeito e devoção. Quando colocamos alguma coisa em um altar é para reencontrá-la, guardá-la com estima. Tradicionalmente, nos mosteiros zen, o altar no zendo (sala de meditação) tem como foco uma estátua de Manjusri, o Bodhisattva que representa a sabedoria transcendente. Manjusri segura uma espada que corta as ilusões, limpando, dessa forma, nossas mentes. Ao colocarmos essa imagem em nosso altar, desejamos assumir uma forte energia que nos permita cortar nossas ilusões, nossa ignorância, nossa ganância e nossa raiva. Desejamos clarearmo-nos. Para o seu altar em casa, coloque uma estátua ou imagem de qualquer buda ou bodhisattva que lhe evoque a aspiração de perceber as qualidades - sabedoria, compaixão, paz, que ele ou ela encarna. Você pode colocar uma tigela de incenso e incenso (que é uma boa maneira de marcar o seu tempo de zazen), uma flor, que evoca a beleza transitória, um pouco de água, um elemento de nutrição, e uma vela para iluminar o espaço.

Os Preceitos

Finalmente, porque todas essas práticas levam à realização da nossa interdependência e inter-relação com todos os seres, assumimos a prática dos dezesseis preceitos do Bodhisattva. Esses preceitos não são mandamentos, ao contrário, eles são princípios orientadores para vivermos uma vida de liberdade e serviço. Os preceitos são merecedores de uma vida inteira de estudo e prática. De fato, em algumas tradições Zen, eles fazem parte do estudo formal de koans, com cada preceito apreciado a partir de várias perspectivas. Torne-os seus, tenha intimidade com eles. Ao invés de simplesmente tentar segui-los, incorpore-os da mesma maneira em que você "se torna" o zazen.

Sentado com os Outros

Eu lhe encorajo a intensificar e experimentar a prática zen. Mas, por agora, há mais uma coisa para manter em mente. Embora estejamos tentando lhe dizer o que você precisa para conseguir um início sólido para o estabelecimento de sua própria prática diária, o Zen não é uma prática solitária. Como recitamos ao final de nossa liturgia, "Que possamos perceber juntos o Caminho do Buda".  Sentar-se com os outros, estudar com os outros, trabalhar com outras pessoas, conversar com outras pessoas, tudo isso é parte integrante da vida do zen. Então eu lhe encorajo fortemente a se juntar com os outros sempre que possível. Vá a um centro de meditação Zen ou de um grupo semelhante e sente-se com outras pessoas.

Vamos deixar com Mestre Dogen a última palavra :
O dharma está completamente presente em cada pessoa, mas sem a prática, não se manifesta; sem realização, não é atingido. da paz e alegria.
(Roshi Pat Enkyo O’Hara)

10 março 2014

O que é Zen (4): Postura, respiração, o Eu original


Postura


Sua postura ao sentar-se é de vital importância. Sente-se no terço anterior de sua almofada ou cadeira, de modo que seus quadris estejam acima de seus joelhos e que seu abdômen esteja livre para se mover para dentro e para fora sem forçar a parte inferior das costas. Suas orelhas devem estar alinhadas com os ombros, sua cabeça equilibrada delicadamente em seu pescoço, seus olhos ligeiramente abertos, olhando para baixo a cerca de um metro à sua frente. Seu queixo não está apontando nem para cima nem para baixo, mas está ligeiramente inclinado para dentro.  Coloque a ponta da língua logo atrás dos dentes no céu de sua boca. Balance de um lado para o outro até encontrar o seu centro.

A respiração


Agora preste atenção na respiração. Respire naturalmente. Inspirando, deixe a respiração entrar completamente no seu corpo até que seu abdômen inferior  se expanda e, então, expirando suavemente, deixe o ar escapar através de suas narinas. Observe como a respiração parece viajar pelas principais avenidas de seu tronco. Sua barriga deve se distender e retrair naturalmente com cada respiração. Deixe a respiração encher seu abdômen como se fosse um balão. Mais tarde, você poderá notar que até mesmo as plantas de seus pés estão inspirando e expirando. Quando você relaxar na respiração, você pode começar a contar silenciosamente cada ciclo completo de respiração, contando "um" na expiração, "dois " na próxima expiração, e assim por diante até "dez". Quando atingir o "dez", recomece com o "um”. Quando você perceber que você parou de contar, e for pego pensando, simplesmente inspire novamente e volte para o "um".

O Eu original


No Genjokoan (Realizando o ponto fundamental , Mestre Zen Dogen escreveu:

Quando procuramos o Dharma pela primeira vez, estamos longe
de seus arredores.
Quando já tenhamos transmitido corretamente
o Dharma para nós mesmos, somos nosso eu original
naquele momento.


O ensinamento de Dogen Zenji nos recorda nossa separação inicial do que é nosso. Quando começamos a procurar o Dharma, há um "eu" que o procura  “por ali”. Mas o Dharma já vive em nós, e requer apenas que dele nos demos conta. É o que ele quer dizer na segunda frase: "tenhamos transmitido corretamente o Dharma para nós mesmos”, somos nosso eu original naquele momento.

Eu acho que todos nós ansiamos por sentirmo-nos  como um todo e completos, em viver nossas vidas plena e vigorosamente, a cada momento. Mas algo nos bloqueia. O treinamento Zen é uma forma de vermos que, o tempo todo, nós temos o que precisamos. Isto é chamado a realização do eu original.
(Roshi Pat Enkyo O’Hara)

25 fevereiro 2014

O que é Zen (3): Zazen


Escolha um lugar para sentar


É melhor reservar um lugar para praticar o zazen regularmente. Seja um quarto ou apenas um canto, o espaço deve ser limpo e organizado. Coloque um colchonete no chão (um cobertor dobrado serve) e sobre ele um zafu (1), um tipo de almofada confortável para sentar ou um banco. Se sentar no chão for muito difícil, simplesmente use uma cadeira.

Preparando-se para sentar


Quando você for fazer zazen, use roupas folgadas e limpas. Ao começar um período de sentar-se, é tradicional fazer uma reverência para um altar, oferecer uma vareta de incenso, e fazer mais uma reverência. Então, quando você estiver diante de seu assento, faça uma reverência em direção à sua almofada, banco, ou cadeira, e outra para fora. Esses atos nos ajudam a perceber nossa intenção e respeito. O incenso é oferecido com a intenção de que aquela sessão seja dedicada a todos os seres, a toda a criação, e não apenas para si mesmo. A reverência de pé no sentido de nossa almofada e para fora, atualiza o nosso respeito para com a nossa prática e para aqueles que, presentes ou não, praticam com a gente. O ato físico de se curvar para a reverência, de dobrar o corpo para baixo, colocando a nossa cabeça em uma posição tradicionalmente respeitosa de vulnerabilidade, dá ao ego uma grande oportunidade de se deixar levar. Quando você estiver sentado - seja de pernas cruzadas, de joelhos ou em uma cadeira – adote a postura de zazen: coloque as mãos sobre o colo ou coxas, na posição do mudra cósmico, sua mão direita segurando a sua esquerda, com as palmas para cima, com os seus polegares mal se tocando e formando um círculo (2).

Faça isso, contando sua respiração, mantendo a sua postura e sentado quieto, durante um período de zazen de 20 minutos. Observe que os estímulos para se mexer - coçar seu nariz, puxar sua orelha - geralmente são maneiras de se afastar das energias de seu corpo. Em vez de se mexer, fique com esses estímulos, observe-os, e traga o foco de volta para a respiração. Aprenda a observar como esses impulsos somem, apenas para serem substituídos por outros, como demonstra a segunda nobre verdade: a causa do sofrimento é o desejo. Todas as ideias disparatadas, pensamentos, impulsos, tudo vai e vem, e ainda assim você se senta. E pouco a pouco a conversa cai fora e seu corpo, respiração e mente se tornam uma coisa só. Zazen é tão simples! Nós nos concentramos em nossa postura e na contagem de nossa respiração, e isso desenvolve o samadhi , uma mente unificada. Mas a prática não é sobre como alcançar o "dez". Trata-se de treinar o corpo e a mente. Deixar o corpo se aquietar, deixar a respiração se aquietar, deixar a mente se aquietar. Não se preocupe em saber se a sua prática está funcionando, não julgue o seu desempenho, não conte histórias para você ou encontre outras maneiras de evitar aquele exato momento. Essas são apenas formas de separar-nos de nossa mais profunda intenção e de nosso zazen. Quando você fizer zazen, apenas faça zazen. Isto basta.
(Roshi Pat Enkyo O’Hara)
(1) Zafu 









(2) Vejam vídeos na barra lateral do blog